CÂNCER DE BEXIGA

O Câncer de bexiga é o sexto tumor maligno mais diagnosticado nos homens e o décimo nono nas mulheres
Predomínio na raça branca, sexo masculino com cerca de 3/4 dos casos e sua incidência aumenta com a idade, tendo seu pico entre 50 e 70 anos
Fatores estão associados à carcinogênese da bexiga, como: tabagismo, que pode aumentar o risco de uma pessoa ter câncer de bexiga ao longo da vida e está associado à doença em cerca de 50% dos casos; Exposição a diversos compostos químicos como corantes, fumo, poeira de metais, agrotóxico, óleos petróleo e tintas;
Atividades profissionais relacionadas a agricultura, construção, mineração, siderúrgica, plásticos e borracha; Infecção por schistosoma hematobium(causador da esquistossomose); Infecções de urina; Calculos na bexiga e sonda vesical de demora
A principal apresentação do câncer de bexiga é o sangramento na urina(hematúria) Podem estar associados dores lombares e sintomas irritativos, como disúria, aumento da frequência e urgência urinária
A investigação inicial A investigação inicial baseia-se em exames de imagem, ultrassonografia de vias urinárias e tomografia de abdome, mas o pilar principal para o diagnóstico é a cistoscopia com biópsia realizada pelo urologista O tratamento inicial O tratamento inicial se dá através da ressecção transuretral do tumor vesical, considerada
O tratamento inicial O tratamento inicial se dá através da ressecção transuretral do tumor vesical, considerada padrão ouro para determinar o tipo histológico e a invasão da camada muscular Se acometimento superficial, lançamos mão de nova RTU e de quimioterapia intra-vesical(ONCO-BCG) Se acometimento de camada muscular da bexiga, seria indicado cistectomia radical(retirar a bexiga), tendo como opções quimio e radioterapia

CÂNCER DE TESTÍCULO

Apesar de ser considerado câncer raro, compondo apenas 1% a 2% dos tumores diagnosticados e 5% de todos os tumores urológicos, é a neoplasia mais frequente em homens entre 20 e 40 anos anos
Ainda que existem fatores de risco como: criptorquidia(ausência do testículo na bolsa escrotal) e infertilidade, a patogênese ainda não foi identificada, acredita-se que esteja relacionada com a falha na diferenciação das células germinativas primordiais
A apresentação clássica da doença é de uma massa de crescimento rápido, endurecida e normalmente indolor
Cerca de 20% a 27% podem apresentar dor, devido à hemorragia ou isquemia pelo crescimento acelerado do tumor. Cerca de 10% dos pacientes apresentam atraso no diagnóstico, sendo tratados como orquiepididimite (infecção dos testículos), torção testicular, hematoma, hérnia, varicocele e espermatocele
Diagnóstico se faz através de adequada anamnese e exame físico, além de exames complementares como ultrassonografia da bolsa escrotal ,ressonância magnética e marcadores tumorais(AFP, B-HCG, DHL)
Tratamento inicial consiste na cirurgia de retirada do testículo acometido(orquiectomia radical via inguinal). Em pacientes selecionados se faz necessário uso de quimioterapia e radioterapia
O seguimento pós tratamento deve ser feito anualmente, de forma a se realizar o diagnóstico da recorrência em tempo hábil e consequente o tratamento menos agressivo
Os pacientes devem ser orientados sobre o risco de infertilidade, principalmente se submetidos à quimioterapia, sendo importante ofertar criopreservação de espermatozoides

HIPERPLASIA PROSTÁTICA BENIGNA

A hiperplasia prostática benigna (HPB) representa uma das doenças mais frequentes do homem, considerada por muitos pesquisadores uma condição natural e inexorável do envelhecimento masculino
O aumento da glândula, que a HPB determina, gera em parcela significativa da população masculina, sintomas do trato urinário inferior (LUTS) e determina forte impacto negativo econômico, social e na qualidade de vida dessa população por alterar o ritmo do sono e suas atividades diárias
Estima-se que cerca de 30% dos homens, durante a vida, necessitem tratar os LUTS e que, aproximadamente 30% destes, sejam submetidos a cirurgia
Os estudos das causas, evolução e tratamento da HPB são relevantes devido às altas taxas de incidência em homens
A prevalência das alterações histológicas está diretamente relacionada à idade, aos 60 anos chega a 50%; em levantamento realizado através de necropsias chega a corresponder a 90% na oitava década de vida
A síndrome metabólica, conjunto de anormalidades metabólicas que incluem obesidade visceral, resistência aumentada à insulina, dislipidemia, hiperuricemia e hipertensão, correlacionando-se a elevação de risco de eventos cardiovasculares (infarto do miocárdio e derrame cerebral) associadas à falta de atividade física estão intimamente relacionadas ao aumento do volume prostático
O diagnóstico fundamenta-se em detalhada história clínica, presença de sintomas como jato fraco e entrecortado, sensação de esvaziamento incompleto e noctúria
No exame físico: toque prostático
Com a finalidade de planejar e acompanhar o tratamento, Barry, na década de 90, através da American Urological Association(AUA), uniformizou os sintomas descritos por homens portadores de HPB, através do questionário IPSS(International Prostate Symptom Score)
Outros exames como: ultrassonografia de vias urinárias, fluxometria e estudo urodinâmico são recomendados
O tratamento deverá ser individualizado a depender dos sintomas de cada paciente, seguindo por três caminhos: 1) Tratamento conservador, ou espera vigilante, direcionada a pacientes com sintomas leves ou intermitentes, para aqueles em que o risco do tratamento não superam os benefícios; 2) terapia clínica medicamentosa(alfabloqueadores e inibidores da 5 -alfa-redutase) que atua principalmente nos sintomas de obstrução; 3) o tratamento cirúrgico(ressecção transuretral da próstata mono ou bipolar, eletrovaporização da próstata, greenlaser e robótica), sendo a modalidade mais eficiente para alívio dos sintomas e das complicações da doença

LITIÁSE

Ocorre em todas as faixas etárias e embora o gênero masculino seja mais afetado(2x1) observa-se nas últimas décadas um incremento maior da prevalência da litíase urinária no gênero feminino. Mudanças no estilo de vida, maior participação no mercado de trabalho e aumento da obesidade são alguns fatores que contribuíram para esse cenário.
Além de ser altamente prevalente, ela é também bastante recorrente. O risco de recorrência da litíase após um ano do primeiro episódio é de 15%, para cinco anos é de 35% e para dez anos, 50%. Contribuem para a alta recorrência: a não aderência do paciente ás recomendações de amentar ingesta líquida, a fazer mudanças dietéticas e de hábito de vida.
Etiologia complexa, envolvendo desde fatores ambientais, climáticos, genéticos, obesidade, infecções de urina, medicamentos, desidratação, síndromes metabólicas á alterações anatômicas ou funcionais do trato urinário como distúrbios hormonais como hiperparatireoidismo.
A investigação diagnóstica é indicada a todos pacientes com história de litíase renal
Solicitado a tomografia de abdome(padrão ouro) e avaliações metabólicas.
Tratamento dependerá de avaliação individualizada de cada paciente, a depender basicamente das características do cálculo(localização, tamanho e densidade) e condições clínicas do paciente
Fazem parte do rol de estratégicas a serem consideradas no tratamento da litíase urinária:
1) LECO(Litotripsia Extracorpórea por Ondas de Choque) estando indicado para cálculos renais menores que 2cm.
Vantagens: pouco invasivo e alta hospitalar após.
Desvantagens: taxas de sucesso extremamente variáveis(33% -91%). Está contra indicada em gestantes, e pacientes com coagulopatias não controladas, infecções de urina e aneurismas de aorta.
Técnicas endourológicas como 2) Ureterorrenolitotripsia Rígida/Flexível: cirurgia minimamente invasiva(não tem cortes.)
Vantagens: alta taxa de sucesso e internação por 24horas.
Desvantagens: Anestesia geral e complicações no ureter
3) Nefrolitotripsia Percutânea: Cirurgia por pequena incisão na região lombar.
Vantagens: Abordagem a grandes cálculos e complexos.
Desvantagens: Maior chance de sangramento e possível lesão de outros órgãos como fígado e intestino.
A litíase urinária é um problema de saúde pública global que apresenta incidência crescente tanto em homens quanto em mulheres.
Medidas preventivas como estimular um consumo de água para um volume urinário maior que 2,5L/dia, consumo de cálcio entre 1.000 e 1
200mg/dia, evitar o excesso de sódio(não mais que 5 g/dia) e de proteínas de origem animal podem reduzir a incidência de crises renais
×